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sábado, 10 de dezembro de 2011

Sivuca – Live at the Village Gate 1972 – Vanguard





Sivuca – Live at the Village Gate
1972 – Vanguard
01. Adeus Maria Fulô (Humberto Teixeira / Sivuca)
02. Berimbau (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
03. It might have been (Sivuca / D. Speropoles)
04. No rancho fundo (Ary Barroso / Lamartine Babo)
05. Ain’t no sunshine (Bill Withers)
06. Marina (Dorival Caymmi)
07. Coisa nº 10 (Moacir Santos)
08. Batucada (Sivuca)



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A volta - 1982 - Baianos & Novos Caetanos



1. Buchada
2. Painho
3. Pindorama
4. Mexendo com as menina
5. Beija-fulo
6. Fauna
7. Só pá dá um toque
8. Caminhoneiro
9. Casamento do sapo
10. Arriscando um jejum
11. Forrofofó
12. Vida caipira

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1975 Baiano e os Novos Caetanos 2



1. Perereca
2. Ameriqueiro
3 Forró 4. Sete luas
5. Entardecer na fazenda
6. Yo no quiero saber
7. Três macaquinhos
8. Ciranda
9. Apocalipse
10. Violamania


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Baiano & Os Novos Caetanos - Baiano & Os Novos Caetanos (1974)




Faixas:
01. Vô Batê pá Tu
02. Nega
03. Cidadão da Mata
04. Urubu Tá com Raiva do Boi
05. Aldeia
06. Ciranda
07. Folia de Rei
08. Véio Zuza
09. Selva de Feras
10. Tributo ao Regional
11. Dendalei



O disco em questão foi lançado em 1974 para aproveitar o sucesso dos personagens Baiano e Paulinho, criados por Chico Anysio e representados, respectivamente, por ele e seu maior parceiro, o cantor, compositor, ator e também humorista Arnaud Rodrigues. O grupo Baiano & Os Novos Caetanos fazia engraçadas aparições no Chico City, um dos vários programas que Chico Anysio teve na grade de programação da TV Globo durante os anos 70. Ao que consta, a idéia dos personagens surgiu da revolta que a prisão e o exílio de Caetano e Gil causaram em todo o meio artístico - servia como sátira, sim (incluindo no meio os Novos Baianos, de Moraes Moreira e Luiz Galvão), mas era uma homenagem a dois artistas cuja prisão sequer pôde ser noticada decentemente nos jornais nacionais, devido à censura. Atitudes como a da dupla Chico/Arnaud e a de outra dupla, Roberto e Erasmo (ao compor "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos" para Caetano) ajudavam a passar a mensagem por debaixo da porta - e versos como o do maior sucesso de Baiano & Os Novos Caetanos, já diziam tudo. "Vô batê pá tu", parceria de Arnaud Rodrigues e do samba-rockeiro Orlandivo, pegava pesado na questão da delação de artistas subversivos durante o período da ditadura ("vô batê pá tu/batê pá tú/pá tu batê/pá amanhã a pá não me dizê/que eu não bati pá tu/pá tu podê batê"), incluindo ainda um discurso bem próximo do som bandido de Bezerra da Silva ("deduração/um cara louco que dançou com tudo/entregação do dedo de veludo"). O som era um samba-rock nordestino, suingado. A música era ambientada como se fosse um quadro de Chico City, com palmas, risadas e até participação de outro personagem de Chico, Lingote, mais perdido que cego em tiroteio ("falôôôô, é isso aí, malandro... tem que se ligar aí nesse som... mas o que é que eu tô fazendo nesse disco, malandragem?"). 

O lado A de Baiano & Os Novos Caetanos era, em sua maioria, dominado por uma mistura de samba, rock, forró e lisergia, que faria a alegria de dez entre dez adeptos do mangue bit - estranhamente, ninguém se lembrou de gravar nenhuma música do álbum, e olha que boa parte delas daria ótimos samples. "Nêga", a segunda música, era aberta em ritmo de funk, com guitarra e metais - e logo virava um samba-rock cheio de efeitos vocais, cheio de guitarras com fuzz. Em "Cidadão da mata", composta por Chico e Arnaud, mais guitarras, samba, rock e nordeste, unidos a sons da mata e a pelo menos um verso cara-de-pau, lido por Chico: "Amo a mata, porque nela não há presos". Chico, que costumava imitar a voz e o sotaque dos irmãos Caetano e Bethânia na televisão, abre o forrock "Urubu tá com raiva do boi", recitando, em baianês: "o medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição, os juros, o fim, nada de novo... a gente de novo só tem os sete pecados industriais". Na letra, fome, injustiça social by Médici/Geisel, de ilusão, meio ambiente e censura, graças aos versos e às frases ditas por Chico entre um acorde e outro. Fechando, regionalismos em "Aldeia" e "Ciranda" (que cita nominalmente: "saudade de Caetano, de Gal, de Bethânia, de Gil"). 

O lado B do disco é repleto de regionalismos, em músicas como a sertaneja "Folia de Rei", o choro "Tributo ao regional" e nas letras de várias faixas. Mas as misturas continuam, no forró-soul (!) "Véio Zuza", coadjuvado pelo próprio personagem criado por Chico, no samba-rock "Selva de feras" (outra parceria de Arnaud e Orlandivo, lembrando o estilo deste último em músicas como "Guéri-Guéri"). "Dendalei", misturando ritmos nordestinos, sanfona e riffs de guitarra duas décadas antes dos Raimundos, pregava: "sou fâ do livre pensamento". Um discurso bem complicado para a época... mas provavelmente o humor e a Globo ajudaram a dissolver uma série de coisas que estavam explícitas no texto de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues. 

O sucesso do disco foi tão grande que os realizadores seriam convidados para shows no MIDEM, famosa feira de música realizada em Cannes, na França - convite este recusado por Arnaud e Chico, que preferiram uma turnê pelo Brasil. A dupla Baiano & Paulinho (e os Novos Caetanos) ainda apareceria em vários programas de humor e em outros lançamentos - em 1975, saía Baiano & Os Novos Caetanos 2, pela Som Livre, e nos anos 80 ainda sairiam outros discos. Arnaud, que hoje é mais conhecido do público por outra dupla (Xitãoró e Xorãozinho, que interpreta com Marcelo de Nóbrega no programa A praça é nossa) ainda brilharia em outro disco,Murituri, lançado em 1974, com mais rock, samba, nordestinidade e psicodelia de arrepiar os cabelos, em músicas como "Murituri" e "Nêga" (a mesma de Baiano &...). Chico também voltaria ao disco em registros ao vivo (Chico ao vivo, Som Livre, 1976) e a dupla ainda se reuniria para gravar o disco do personagem Painho - uma espécie de sátira aos pais-de-santo, que começariam a se tornar famosos na mídia durante a década de 80. No todo, um discurso cujo humor acabou proporcionando sua absorção pela mídia, pelo povo e até pelos então donos do poder. Só que, como ocorre também com vários outros artistas (de Ultraje a Rigor a Falcão e Rogério Skylab), há muito mais do que apenas bom humor ali. Sorte de quem entendeu. 



Texto Brazilian Nuggets

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Pinduca - 20 Super Sucessos 1999

Download Pinduca+ +20+super+sucessos Pinduca   20 Super Sucessos (1999)


Faixas do CD Pinduca – 20 Super Sucessos 1999:
  • 01. O Rico E O Pobre (Modinha Popular)
  • 02. Juliana
  • 03. Sinhá Pureza
  • 04. Garota Do Tacacá
  • 05. Tia Luzia, Tio José
  • 06. Bala De Rifle
  • 07. Carimbó Do Socó
  • 08. Comadre, Compadre
  • 09. O Pinto
  • 10. A Bailar Camantchera
  • 11. Dança Do Caribó
  • 12. Sem Você Nada É Bonito
  • 13. Sirimbó Do Vovô
  • 14. Dona Mariana
  • 15. Sirimbó
  • 16. Carimbó Do Pará
  • 17. O Caçador
  • 18. Maria Judia
  • 19. É Bahia
  • 20. Meu Forrobodo


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A Discoteca Do Chacrinha – Coletânea

Essa eu baixei já faz um tempo, tem muitos sucessos antigos bem nostálgicos mesmo, vale a pena!!

SORRIA SORRIA 1
01.SORRIA,SORRIA (Evaldo Braga/Carmen Lúcia) – Agnaldo Tomóteo
02.VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR (Odair José) – Odair José
03.SEVERINA XIQUE-XIQUE (Genival Lacerda/João Gonçalves) – Genival Lacerda
04.FUSCÃO PRETO (Atílio Versutti) – Almir Rogério
05.FREVO MULHER (Zé Ramalho) – Capital do Sol
06.MON AMOUR,MEU BEM,MA FEMME (Cleide) – Odair José
07.RADINHO DE PILHA (Namd/Graça Góis) – Genival Lacerda
08.UMA VIDA SÓ (PARE DE TOMAR A PÍLULA) (Odair José/Ana Maria) – Odair José
09.SECRETÁRIA DA BEIRA DO CAIS (Xavier/Nenzinho) – César Sampaio
10.MENINO DOS ZÓIO MEU (Lúcio Cardim 
Filho) – Nalva Aguiar
11.TEM POUCA DIFERENÇA (Durval Vieira) – Genival Lacerda e Capital do Sol
12.A VELHA DEBAIXO DA CAMA (J.Andrade) – Geraldo Nunes
13.PROCURANDO TU (J.Luna/Antônio Barros) – Genival Lacerda
14.EU NÃO SOU CACHORRO,NÃO (Waldick Soriano) – Waldick Soriano


A NOITE VAI CHEGAR 2
01.A NOITE VAI CHEGAR (Paulinho Camargo) – Claudia Telles
02.SANDRA ROSA MADALENA,A CIGANA (Live Miguel Cidrás) – Sidney Magal
03.A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO (A FELICIDADE) (Donizete) – Odair José
04.CÂNDIDA (T.Wne/I.Levine) – The Fevers
05.VESTI AZUL (Nonato Buzar) – Adriana
06.MEU SANGUE FERVE POR VOCÊ (MELANCOLIE)(J.Arel/C.Carrere/M.Pancol) – Sidney Magal
07.FREAK LE BOOM BOOM/ME GUSTA EL CHA-CHA-CHA/CONGA,CONGA,CONGA (Santiago Sam Malnati) – Gretchen
08.DOMINGO FELIZ (Beautiful Sunday) (D.Boone/R.McQueen) – Angelo Maximo
09.PEQUENINA (Chiquitita) (B.Ulvaeus/B.Anderson) – Perla
10.TENHO (Tengo) (Sandro/Anderle) – Sidney Magal
11.ADEUS, INGRATA (Geraldo Nunes) – Claudio Fontana
12.ARREBITA (Roberto Leal) – The Fevers
13.LÁGRIMAS NOS OLHOS (Raulzito) – José Roberto
14.BILU TETÉIA (Mauro Celso) – Sérgio Malandro


SONHOS 3
01.SONHOS (Peninha) – Peninha
02.MOÇA (Wando) – Wando
03.MANHÃS DE SETEMBRO (Vanusa/Mário 
Campanha) – Vanusa
04.CASINHA BRANCA (Gilson Joran) – Gilson
05.FIM DE TARDE (Mauro Motta/Robson Jorge) – Claudia Telles
06.
BALADA Nº 7 (Alberto Luiz) – Moacyr Franco
07.STELLA (Fábio/Paulo Imperial) – Fabio
08.QUERO VOLTAR PRA BAHIA (Paulo Diniz/Odibar) – Paulo Diniz
09.IMPOSSÍVEL ACREDITAR QUE PERDI VOCÊ (Márcio Greyck/Cobel) – Jerry Adriani
10.O 
HOMEM DE NAZARETH (Cláudio Fontana) – Chitãozinho e Xororó
11.HELENA (Biafra/Luíz Eduardo Farah) – Biafra
12.LOUCURA (Joanna/Sarah Benchimol/Tony Bahia) – Cauby Peixoto
13.AQUELA NUVEM (Gilliard) – Wanderley Cardoso
14.PINGO DE AMOR – (Paulo Diniz/Odibar) – Paulo Diniz


AMOR PROIBIDO 4
01.AMOR PROIBIDO (Dora Lopes/Clayton) – Agnaldo Timóteo
02.NÃO SE VÁ (Tu T´en Vas) (A.Barrière) – Jane e Herondy
03.CADEIRA DE RODAS (Fernando Mendes /José Wilson/Edir) – Fernando Mendes
04.SOU REBELDE (Soy Rebelde) (M.Alejandro) – Lilian
05.O FRUTO DO NOSSO AMOR (Amor Perfeito) (Vicente Dias/Praião ll) – Amado Batista
06.AFINAL (Ismael Neto) – Núbia Lafayette
07.TUDO PASSARÁ (Nelson Ned) – Agnaldo Timóteo
08.QUERO SER SUA (Odair José) – Rosemary
09.POR MUITAS RAZÕES TE QUERO (Por Muchas Razones Te Quiero) (Palito Ortega) – Janeu e Herondy
10.AH! SE EU FOSSE VOCÊ (Carlos Bonam) – Claudia Barroso
11.MEIA HORA DE AMOR (Nuno Soares) – Trio Irakitan
12.AINDA QUEIMA A ESPERANÇA (Raulzito/Mauro Motta) – Diana
13.UMA ETRELA VAI BRILHAR (Montevillas/Dallaverde) – Ricardo Braga
14.VOLTAREI, VOLTARÁS (Tornarei, Tornero´) – Joelma


RETALHOS DE CETIM 5
01.RETALHOS DE CETIM (Benito de Paula) – Jair Rodrigues
02.A BELEZA É VOCÊ MENINA (Bebeto Rubens) – Bebeto
03.OS MENINOS DA MANGUEIRA (Rildo Hora/Sérgio Cabral) – Ataulfo Jr.
04.CARTA DE ALFORRIA (Américo/Braga) – Luiz Américo
05.VOCÊ ABUSOU (Antonio Carlos/Jocafi) – Antonio Carlos e Jocafi
06.CHARLIE BROWN (Benito Di Paula) – Bebeto
07.TAMANCO MALANDRINHO (Tom e Dito) – Tom e Dito
08.MORO ONDE NÃO MORA NINGUEM (Agepê/Canário) – Dominguinhos do Estácio
09.ESPERANÇAS PERDIDAS (Davi Moreira/Nélson Custódio) – Originais do Samba
10.PORTA ABERTA (Luiz Ayrão) – Luiz Ayrão
11.OLHA A RIMA (Dicró/Dias) – Dicró
12.NA BEIRA DO MAR (Garcia) – Wander Pires
13.PÔXA (Gilson de Souza) – Gilson de Souza
14.MENINA DE CABELOS LONGOS (Agepê/Canário) – Antonio Carlos e Jocafi


KARAOKE 6
01.FUSCÃO PRETO (Atílio Versutti/Jaca Mineiro)
02.EU NÃO SOU CAHORRO,NÃO (Waldck Soriano)
03.SANDRA ROSA MADALENA,A CIGANA (Livi/Miguel Cidrás)
04.NÃO SE VÁ (Tu T´en Vas) (A.Barrie)
05.MON AMOUR,MEU BEM,MA FEMME (Cleide)
06.CHARLIE BROWN (Benito Di Paula)
07.SOU REBELDE (Soy Rebelde)
08.SEVERINA XIQUE-XIQUE (Genival Lacerda/João Gonçalves)
09.MOÇA (Wando)
10.PÔXA (Gilson de Souza)
11.FREAK LE BOOM BOOM/ME GUSTA EL CHA-CHA-CHA/CONGA,CONGA,CONGA (Santiago Sam Malnat)
12.AQUELA NUVEM (Gilliard)
13.SONHOS (Peninha)
14.SORRIA,SORRIA (Evaldo Braga/Carmen Lúcia)



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sá, Rodrix e Guarabira - Terra (1976)

Grande disco, muito bom mesmo aproveitem!!!

Sá, Rodrix e Guarabira - Terra
No ano de 1971 surgiu no Brasil um trio que, à sua maneira, marcou as vidas de todos com que eles cruzaram, ouviram suas canções e viveram os seus momentos: chamava-se SÁ, RODRIX & GUARABYRA, um (como se chamava na época) super group, formado por três artistas (Luiz Carlos SÁ, Zé RODRIX & Guttemberg GUARABYRA), que vinham desenvolvendo suas carreiras solo, mas que, movido pela amizade que os unia, pela identidade de seus estilos de composição e por seu modo de vida, decidiram em um disco que, na época, foi uma surpresa inesperada, graças à verve, ao brilho e ao inesperado e extremamente artístico resultado dessa união. Foram, afinal, não um, mas dois discos (PASSADO, PRESENTE, FUTURO e TERRA) lançados pela EMI-Odeon, além de algumas participações especiais em algumas coletâneas, entre as quais a do Festival de Juiz de Fora de 1972. Aliás, de festivais eles sempre tiveram muito à contar: Luiz Carlos Sá era o mais ativo participante dos mesmos, tendo sempre uma ou duas canções classificadas; foi em um FIC que GUARABYRA levou o prêmio máximo com MARGARIDA e, alguns anos depois, foi o mesmo Festival de Juiz de Fora que Zé RODRIX (em parceria com Tavito) emplacou sob vaias a canção CASA NO CAMPO, mais tarde gravada por Elis Regina, e da qual uma parte da crítica musical carioca pinçou a expressão ‘Rock Rural’ para classificar a música que SÁ, RODRIX, GUARABYRA faziam. Foi uma carreira intensa. De seu primeiro show no Teatro Opinião, com casas cheias todas as noites, os três partiram para o circuito da época: televisões, universidades, clubes, viajando pelo Brasil inteiro da maneira, como se fazia na época em que nada era mega, a não ser os problemas. Mas as músicas eram excepcionalmente boas: AMA TEU VIZINHO, PRIMEIRA CANÇÃO DA ESTRADA, CUMPADRE MEU, HOJE AINDA É DIA DE ROCK. No fim de seu primeiro ano juntos, mudaram-se para São Paulo, atendendo a um convite do amigo Rogério Duprat, que precisava dos três em sua produtora de comerciais. E no segundo LP apareceram ANOS SESSENTA, MESTRE JONAS, PINDURADO NO VAPOR e BLUE RIVIERA. Em São Paulo, por divergências ideológicas (Zé RODRIX começou a detestar estradas, viagens, hotéis, chuveiros de hotéis, camas de hotéis, etc.) e, depois de quase dois anos completos de vida em comum, os três se separaram, indo cada um perseguir a sua carreira solo. Enquanto Zé RODRIX enfrentava as vicissitudes do sucesso popular (nos mesmos hotéis que detestava) com diversos primeiros lugares nas paradas de sucesso, produzido pelas mãos dos bandidos que na época eram amadores e hoje são profissionais, SÁ e GUARABYRA andavam cada um tentando levar sua carreira solo da maneira que podiam e, num belo dia, em um show, decidiram voltar a cantar juntos. Foi uma decisão acertadíssima: nos anos que se seguiram, os dois se tornaram o parâmetro de uma música com raízes no interior e na cidade, desenvolvimento daquele mesmo rock rural que haviam criado enquanto trio. Mas com muito mais proficiência: esses anos marcaram o Brasil com uma verdadeira enxurrada de sucessos, de que são exemplo SOBRADINHO, ESPANHOLA e as músicas feitas para a novela ROQUE SANTEIRO (ABC DE ROQUE SANTEIRO, DONA E VERDADES E MENTIRAS). Isso além de músicas que compuseram para outros intérpretes, como CAÇADOR DE MIM e outras. Enquanto SÁ e GUARABYRA viajavam pelos caminhos do sertão, Zé RODRIX dava a sua contribuição à publicidade brasileira de maneira constante, percorrendo uma estrada que os três haviam iniciado juntos e que tanto SÁ quanto GUARABYRA também percorreram de maneira mais alternativa. No dia em que SÁ e GUARABYRA completaram dez anos, Zé RODRIX apareceu no show, em um circo perto do Anhembi. Quando se completaram vinte e cinco anos de rock rural, SÁ e GUARABYRA convidaram Zé RODRIX para fazer um arranjo no disco. Ele fez e acabaram cantando juntos umas três músicas nesse mesmo disco. Mas foi só agora, quando seu encontro inicial completa trinta anos, que decidiram colocar o pé na estrada. Mais experiente, mais vivido e rigorosamente disposto a retomar com o mesmo ímpeto de antes a vida do trio, escolheram o Rock in Rio para estréia nacional de sua tour SÁ, RODRIX, GUARABYRA – REENCONTRO: 30 ANOS DE ROCK RURAL, na qual acompanhados por uma banda, não só revivem os grandes sucessos juntos e separados, como também mostram em primeira mão para o público a nova safra de canções que tem produzido e que estão no CD que lançam simultaneamente com a tour. A primeira dessas canções não por acaso, chama-se OUTRA VEZ NA ESTRADA e lista, com muita propriedade a poesia, as razões e motivos que reúnem depois de 30 anos esses amigos de longa data. E surgiram na seqüência AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA, um levantamento bem humorado das vicissitudes do homem contemporâneo; JESUS NUMA MOTO, um tenso e emocional rock-balada , que fala dos desejos ocultos em todos nós; e NO TEMPO DE NOSSOS SONHOS (NOVA ERA), um animado rock sobre os amores do passado que insistem em bater à nossa porta.  É como se o tempo tivesse parado e o passado ao mesmo tempo: e os filhos de seus seguidores vão, enfim, poder saber ao vivo o que é aquilo que seus pais de vez em quando colocam para tocar na sua velha vitrola de vinil.




1. Os anos 60 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
2. Desenhos no jornal 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
3. Meste Jonas 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
4. Blue Riviera 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
5. Adiante 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
6. Pindurado no vapor 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
7. O pó da estrada 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
8. O brilho das pedras • Paulo Afonso 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
9. Até mais ver 
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)