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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hippies - Documentário




Um dos melhores documentários produzidos sobre o Movimento Hippie, uma detalhada apreciação sobre a Psicodelia, seu início, seu impacto nos EUA. Trata em detalhe das drogas, em especial do LSD, como droga de lazer e como instrumento de experimentação mental e espiritual, também dentro do contexto filosófico-politico e de um novo e utópico estilo de vida.
Os céticos vão constatar como uma tribo de idealistas psicodélicos afetou profundamente os EUA e o Mundo, e mudou significativamente os dois. E como o impacto do grande movimento psicodélico da década de 60 nos afeta de maneira direta e objetiva até hoje. Explica como um grupo de “freaks” representantes da contra cultura psicodélica promoveu uma mudança cultural sem precedentes na história dos EUA.
“…Havia um tipo de orgia de experimentação, que foi muito além das das drogas e de sexo, e virou um experimento sobre um estilo de vida, aliás virou um estilo de vida !…”.
Esse documentário fala muito também sobre o Dr. Albert Hofmann, Timothy Leary, Ken Kesey e os Merry Pranksters, enfim é um banho de VERDADEIRA psicodelia regado à muita explicação e detalhamento.
Informações
Tamanho: 916 MB
Duração: 90 minutos
Áudio: Português
http://depositfiles.com/pt/files/6fquo4v6g

Por Dentro do LSD - Documentário

Assisti essa semana esse documentário, bem interessante. A capa que ta ai não é a original, não encontrei.  OBS>> Quero que todos saibam que não estou fazendo aqui apologia ao uso do potente, maravilhoso e ludico, LSD - Lysergic Acid Diethylamide (Dietilamida do Ácido Lisérgico), hum, pois é, minhas únicas drogas são a velha "Pitu", vinho São Braz, aliás composto não sei de que e as velhas latinhas de cerveja que encontro no mercantil há 0.99 centavos. Só.






http://www.p2.com.br/Movies/NatGeo_Insi ... .part1.rar 

http://www.p2.com.br/Movies/NatGeo_Insi ... .part2.rar 

http://www.p2.com.br/Movies/NatGeo_Insi ... .part3.rar 

Livros para viajar


Albert Hofmann

Aldous Huxley

Let's Dance The Funk Funny Four





Faixas:
1. It Don't Come Easy
2. Here Comes That Rainy Day Feeling Again
3. Pickin' Up Sticks
4. Put Your Hand In The Hand
5. Sweet Mary
6. Chirpy Chirpy Cheep Cheep
7. Rosianna
8. Country Sam
9. Where Are We Going
10. Never Can Say Goodbye
11. Lotti, Lotti
12. Jodie
13. Sweet and Inocent
14. All You'll Never Get From Me
15. Cathy, I Love You
16. Treat Her Like a Lady
17. What is Life
18. When You See Jerusalem


O LP ganhou a superfície pelas mãos do site Rato Laser, fonte de descobertas e raridades do rock brasileiro. Batizado '16 World Top Hits', o disco é uma das maiores raridades do rock nacional, e um achado espetacular. O LP contém covers para hits internacionais, mas o interessante é a composição da banda, que reúne grandes ícones do rock dos anos 60 & 70.

The Funky Funny Four é nada mais nada menos que Lanny Gordin (guitarra), Liminha (baixo, dos Mutantes), Suely Chagas (vocal, ex-O’Seis, o pré-Mutantes), Dinho (bateria, também dos Mutantes), Pedrinho (vocal, ex-Código 90) e, ainda, Lineu e Fernada nos vocais. O nome do disco é ‘Let’s Dance – 16 Worlds Top Hits’ e foi lançado pelo selo Young, em 1971, em meio a onda ‘cover’, que marcou a produção roqueira paulista da primeira metade dos anos setenta.



Texto de Fernando Rosa, publicado originalmente no site Senhor F


http://www.mediafire.com/?1zhhwd2zako

Walter Franco - Revolver (1975)




Faixas:
01. Feito Gente
02. Eternamente
03. Mamãe D´água
04. Partir do Alto / Animal Sentimental
05. Um Pensamento
06. Toque Frágil
07. Nothing
08. Arte e Manha
09. Apesar de Tudo é Muito Leve
10. Cachorro Babucho
11. Bumbo do Mundo
12. Pirâmides
13. Cena Maravilhosa
14. Revolver


"Apesar de tudo muito leve", cantava esse paulista de formação universitária, em plena época da barra-pesada. A sabedoria de Walter Franco está reunida no Revolver e no seu precursor, o enigmático "disco da mosca" , de 73, que tem as antológicas "Me Deixe Mudo" e "Cabeça" (defendida por ele, grande campeão de vaias, no último FIC da TV Globo). Os dois discos são fundamentais, mas foi Revolver que antecedeu e indicou direções mais atuais - ainda - para a música popular brasileira, graças ao tratamento mais "roqueiro" (arranjos eletrificados, uso de efeitos e outros recursos de estúdio) dado a suas composições. Como um trovador extraviado da geléia geral da Tropicália, ele cria miniaturas, paisagens sonoras independentes entre si, dando corpo a um trabalho extremamente rico na combinação de poesia e música (os arranjos ficaram a cargo do baixista Rodolpho Grani Jr.).

No fundo, a concepção entre palavra e som na música de Walter Franco é indissolúvel e indivisível. Ele trabalha o ritmo da palavra, desdobrando-a com pausas curtas e respirações alongadas, criando novos sentidos a partir de frases breves, como na lancinante "Apesar de Tudo É Muito Leve". Walter já tinha evoluído muito além da letra colegial/adolescente, que marca o rock dos 80. "Nothing" é um exemplo da construção complexa que faz a partir de elementos extremamente simples: "Nothing to see/ Nothing to do/ Nothing today/ About me/ I am not happy now/ I am not sad". Junto com "Feito Gente"- ambas deste LP - e "Canalha" (de 79) forma o tríptico pré-punk anos antes do retardatário punk tupiniquim.

A poesia de Walter evoluiu em duas direções: uma decorrente da influência da filosofia oriental e outra que aborda a agressividade urbana. Da primeira ele herdou a utilização da forma mântrica-circular da frase que retorna sobre si mesma, ou que se revela por etapas, palavra por palavra, como em "Mamãe D´Água" (o verso "Yara eu" vai sendo acrescido de palavras até formar "Yara eu te amo muito mas agora é tarde eu vou dormir") e no famoso hai-kai caleidoscópico de "Eternamente" ("Eternamente/É ter na mente/Éter na mente/Eterna mente/Eternamente"). Como se vê, novos significados vão surgindo a cada nova palavra que se desdobra a partir da inicial. É um procedimento em sintonia com a poesia moderna, em especial, pelos minimalistas americanos, como Gertrude Stein, e.e. cummings e, no teatro, Bob Wilson.

Na concepção musical do LP, tentou-se esgotar as possibilidades de um estúdio de dezesseis canais, com utilização de play-backs em sentido contrário, saturação de freqüências e pré-mixagens. A complexidade do trabalho desenvolvido com a sonoridade da bateria - que além de usar filtros de freqüências, serve-se às vezes de outra bateria - levou a utilizar dois bateristas nos shows. A combinação dos instrumentos acústicos - principalmente os tambores e tumbadoras que reforçam o clima tribal/meditativo de algumas letras - com os teclados e guitarras sintetiza as boas influências da música contemporânea e do rock.

Os últimos vinte anos de música no Brasil atestam que Revolver não perdeu sua atualidade. Continua pulsando de idéias, novas até para o ouvido da era digital. O percurso posterior de Walter Franco seguiu outras direções, principalmente o caminho das baladas meditativas. Mas de quem elaborou dois LPs de tamanha criatividade e inteligência, podem-se esperar sempre novas surpresas. Por enquanto, a Continental Discos bem que poderia relançar Revolver (ele já chegou a ser relançado em 79, mas é muito difícil encontrá-lo hoje nas lojas) e o "disco da mosca" (também conhecido como Ou Não) que está igualmente fora de catálogo e é outra pérola da música popular brasileira.

Texto de Lívio Tragtemberg, publicado originalmente na Revista Bizz, Edição 33, de Abril de 1988



http://www.mediafire.com/?mjvnpytj8t49tyc

Rita Lee - Build Up (1970)

Como ela era linda!!! 'Tudo que é sólido se desmancha no ar"




Faixas:
01. Sucesso, Aqui Vou Eu (Build Up)
02. Calma
03. Viagem ao Fundo de Mim
04. Precisamos de Irmãos
05. Macarrão com Linguiça e Pimentão
06. José ( Joseph )
07. Hulla-Hulla
08. And I Love Her
09. Tempo Nublado
10. Prisioneira do Amor
11. Eu Vou Me Salvar


No início de 1970, 0s Mutantes já traziam em sua bagagem três albuns e diversos sucessos. 0 stress já batera à porta e o grupo liderado por Rita Lee e pelos irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista estava em férias. Quinteto desde o último disco, A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado(69), com a oficialização dos membros Liminha (baixo) e Dinho (bateria), os Mutantes aguardariam o vôo solo de Rita Lee. Estimulada pela diretoria da gravadora, notadamente pelo então presidente André Midani, Rita - que vinha fazendo diversos shows de moda, desfiles e happenings - acabou entrando em estúdio em São Paulo com seu marido e parceiro de banda, Arnaldo Baptista, que assumiria a direção musical, enquanto que Manoel Barenbein produziria o disco e Rogerio Duprat faria os arranjos. Os Mutantes so não estiveram inteiramente presentes neste primeiro álbum solo de Rita Lee porque o guitarrista Sérgio Dias não entendeu como bom para a banda que seus membros tivessem projetos paralelos. O lendário Lanny Gordin acabou fazendo os belos solos.

O repertório procurou afastar Rita dos Mutantes, trazendo diversas parcerias dela com Élcio Decário. Mas, casualmente, foi com a versãoJosé, do original francês Joseph (de Georges Moustaki), curiosamente assinada por Nara Leão (que na épcoca morava em Paris e também versionou outras musicas), que este "Build Up" entrou para a história. Podendo ser considerado o disco #0 na carreira de Rita Lee, este trabalho foi logo seguido pelo projeto Tecnicolor dos Mutantes no final de 1970, arquivado em prol de Jardim Elétrico (71) - até ser enfim lançado pela Universal Music no ano 2000, exatos 30 anos após sua realização em Paris.

Quando os Mutantes desejaram gravar um segundo LP em 1972, após País dos Baurets, a notícia de que não poderiam (ou deveriam) fazer dois trabalhos num mesmo ano acabou levando a um "jeitinho brasileiro": Hoje é o Primeiro Dia do Resto da sua Vida acabou sendo creditado a Rita Lee, como se fosse seu segundo álbum solo. A cantora eventualmente saiu da banda no início de 1973, montando a dupla Cilibrinas do Éden com a amiga Lucia Turnbull por alguns meses e finalmente criando o grupo Tutti Frutti - que sobreviveu acompanhando Rita por cinco anos.

Tutti Frutti seria o terceiro (ou primeiro?) album solo de Rita Lee em 1973, mas o trabalho da banda não agradou a diretoria da gravadora que determinou seu arquivamento em função da idéia de que Rita gravasse um disco verdadeiramente solo para a Philips. Atrás do Porto Tem Uma Cidade acabou saindo em 1974, com o sucesso Mamãe Natureza final mente solidifiicando Rita Lee como artista solo alguns anos depois de seu primeiro trabalho individual. Tutti Frutti, o disco arquivado, chegou a ser resgatado e remasterizado para lançamento no ano 2000, para cair novamente no limbo.


Texto de Marcelo Fróes, encartado na reedição em CD

http://www.4shared.com/file/0kIfGJeW/rlee-1970.html

Various Artistis - Brasil Ano 2000 (1969)




Faixas:
01. Introdução
02. Canção da Moça
03. A Família no Caminhao
04. Transformação em Índio
05. Homem de Neandertal
06. Êxtase
07. Retreta
08. Casamento e Sedução
09. Cena de Amor na Praia
10. A Fuga
11. Orgia Subterranea
12. Flexas ao Alvo
13. Show de me Esqueci
14. Coração
15. Anúncio da Luta
16. Duelo de Garfo e Faca
17. Relógio do Tempo
18. No Quartel
19. Escolha da Liberdade
20. Não Identificado


O elo perdido! A lacuna que existia na discografia tropicalista acaba de ser preenchida!!! "Brasil Ano 2000", é a trilha do filme homônimo lançado em 1969. Os responsáveis pela trilha fazem parte da cúpula tropicalista. Gil, Capinam, Duprat e Caetano Veloso assinam as composições contidas no filme.

20 faixas das quais três são de Gil e Capinam, uma de Caetano Veloso e as 16 restantes levam a assinatura de Duprat. O tempo total do LP dura cerca de 32 minutos e carrega momentos memoráveis. De começo temos Gal Costa interpretando a excelente "Canção Da Moça", de Gil e Capinam, na ficha técnica não diz quem é o violonista que a acompanha, mas tenho quase certeza de que é o proprio Gil que o faz. Seguindo temos duas vinhetas de Duprat e outra canção de Gil e Capinam "Homen de Neandertal", interpretada por Gal e Bruno Ferreira. Mais uma vinheta e caimos no tema chamado "Retreta", tema que caberia em qualquer filme de Fellini sem destoar em nada, Duprat compôs um dobrado que deixaria Nino Rota morrendo de inveja (ah! Se Fellini tivesse ouvido isso! rsrs). Na sequência temos mais 5 vinhetas de tamanhos variáveis e que entre as quais Duprat desfolha citações de Felix Mendelssohn e de G. Rossini e são com elas que finaliza o Lado A do LP.

O Lado B abre com "Show de Me Esqueci", uma espécie de síntese do filme interpretada por Gal , Ênio Golçalves e Bruno Ferreira, nela estão praticamente quase todas as melodias que permeam o filme. O que segue é a composição "Coração", aqui Duprat re-utilizou a base do arranjo orquestral de "Coração Materno" gravado um ano antes para o LP "Tropicália ou Panis Et Circenses" e substituiu o vocal de Caetano Veloso por um solo de clarinete fazendo outra melodia, creio, sem dúvida alguma, que Duprat fez uso dos tapes de "Coração Materno" para o seu 'novo' "Coração" como uma espécie de play back, é curioso ouví-las uma seguida da outra.

Mais quatro vinhetas seguem na continuidade do álbum, duas merecem ser comentadas: "Duelo De Garfo e Faca", me arremete aos experimentos de Walter Smetak com suas propositais desafinações e diálogo entre os instrumentos e "Relógio Do Tempo", que devido a instrumentação escolhida é o tema mais singelo do álbum, impossível não gostar. Mais duas e concluímos o repertório do disco: "Escolha Da Liberdade", novamente Duprat revisita os temas que aparecem no filme e cria nova melodia que vai servir de ponte para o último tema do álbum. "Não Identificado", composição de Caetano Veloso que foi escolhida como canção adicional e que encaixou perfeitamente, não poderia ter sido melhor a escolha. Mais uma vez Gal deixa seu recado concluindo o volume de maneira magistral.

"...Vou andando, vou sonhando, vou sorrindo, seu sorriso sonho antigo em minha dor..."

Texto de Marcel Cruz, publicado no blog Sacudin Ben Blog.





http://www.mediafire.com/?ildvcfbe2lixcl2